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Planeta Dadinho

Por Robson Marfa (17/03/2026)

Raio-X do futebol de mesa brasileiro

Saudações, amigos que acompanham as publicações deste portal. Meu nome é Robson Marfa e é com muita alegria que, atendendo a um carinhoso convite de Jeferson Carvalho, diretor do hub de mídia do Mundo Botonista, estou assumindo esta coluna no lugar do presidente da Confederação Brasileira de Futebol de Mesa (CBFM), José Jorge Farah Neto. Eu mesmo fui presidente da entidade durante oito anos consecutivos e, atualmente, ocupo o cargo de vice-presidente da CBFM, sendo também o responsável pelo nosso banco de dados - uma iniciativa que ajudei a implementar. Meu plano para esta minha passagem por aqui é compartilhar com meus leitores um pouco dos bastidores do trabalho que é desenvolvido pelas entidades que comandam os rumos do futebol de mesa. Espero que os temas trazidos aqui sejam do agrado de todos.

Ao longo dos últimos anos, recebi constantemente perguntas de atletas, dirigentes e entusiastas: "Marfa, quantos somos de fato?" "Em qual lugar o esporte mais cresce?" Quais estados precisam de mais apoio?

Hoje, graças à implementação do nosso novo sistema de monitoramento, posso finalmente responder a essas perguntas com precisão estatística. Os números não mentem e eles nos mostram um mapa claro do nosso desafio e do nosso potencial.

► O panorama nacional em números
Atualmente, a CBFM conta com 21 federações ativas, totalizando 240 clubes e um contingente de 3.556 atletas federados. Isso nos dá uma média nacional de 14,8 atletas por clube. Mas o que esses números revelam nas entrelinhas?

A força regional e o ranking de expressividade

Notamos uma forte concentração: apenas cinco estados (RS, RJ, SP, BA e PE) detêm 60,5% de todos os atletas do país. O Rio Grande do Sul (FGFM) lidera o ranking com 619 atletas, seguido de perto pelo Rio de Janeiro (500) e São Paulo (426).

Densidade: grandes clubes vs. muitos clubes
Um dado que sempre
gera curiosidade é a "densidade" dos clubes. Enquanto Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul possuem clubes maiores (média de 20 atletas por clube), Minas Gerais nos apresenta um cenário fascinante: é a segunda federação com mais clubes no Brasil (27), porém com uma estrutura mais pulverizada, tendo média de 7,3 atletas por agremiação.

► Evolução e maturidade
Nosso sistema nos permitiu categorizar as federações em quatro níveis de maturidade, desde as potências (RS, RJ, SP) até as Incipientes, que estão em processo de fomento. Gostaria de destacar a Paraíba (FPFM), o nosso maior case de crescimento recente: saltou de 20 para 84 atletas ao integrar regras locais às oficiais. Por outro lado, o Pará nos mostra eficiência: tem apenas dois clubes, mas ambos com densidade de atletas acima da média nacional.

Por que esses dados importam?
Muitos perguntam por que insistimos tanto no cadastro e no sistema. A resposta é simples: Gestão. Com esses números, a CBFM pode:

  • Identificar e garimpar novos talentos com precisão.
  • Atrair patrocinadores e investidores através de dados transparentes e auditáveis.
  • Planejar o crescimento logístico e técnico do esporte.

A implementação deste sistema é um divisor de águas. Estamos saindo do "achismo" para a tomada de decisão informada. Em breve, traremos mais recortes sobre categorias e programas de apoio. O Futebol de Mesa brasileiro agora tem um mapa, e sabemos exatamente para onde estamos remando.

E você? Qual outra informação gostaria de ter? Lembrando que, pelo sistema, além do número quantitativo, pode-se trabalhar com as idades, categorias, regras, federações, entre outros.

Biblioteca de "CBFM em ação"
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Carioca, botafoguense e analista de sistemas, Robson Marfa compreendeu cedo que o sucesso nasce da intersecção entre paixão e estratégia. Ao transpor o rigor do Processamento de Dados e a visão sistêmica de seu MBA em Gerenciamento de Projetos para o universo das mesas, Robson transformou a gestão do futebol de mesa nacional e continental quando presidiu a CBFM e hoje, quando comanda a Confederação Sul-Americana. Mas o gestor não caminha sozinho sem o atleta: a precisão que ele prega na governança é a mesma que o consagrou nas mesas de Sectorball, acumulando quatro títulos de Campeão Brasileiro, duas Copas do Brasil e um expressivo 4º lugar no Mundial de 2022.
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marfa@mundobotonista.com.br

(021) 99896-9641

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