Painel do Mundo
Por Thiago Sthepan (04/05/2026)
O ano do Chacal

Na primeira coluna que escrevi para o Mundo Botonista, “A Trivela Divina”, cometi a audácia de afirmar, já no fim do texto: “Se não somos muitos, somos para sempre”. É claro que eu não estava anunciando ter encontrado a pedra filosofal, capaz de assegurar a imortalidade aos botonistas da 3 Toques, apesar de não ser uma má ideia. O que eu queria destacar, na verdade, é que aqueles que jogam essa regra, mesmo que deixem de praticar por algum período por razões outras, guardam, lá no fundo do peito, um desejo silencioso de voltar a palhetar. E estaremos sempre de braços abertos para acolher os botonistas de outrora para que voltem a participar do “movimento”. Fica o convite.
Feita essa explicação, preciso compartilhar uma conquista para os botonistas de Juiz de Fora e região. Depois de um ano de obras e bem mais que isso fazendo economias, no início de março foi realizada a V Copa Chacal, competição que marcou a inauguração da segunda sala do clube juiz-forano, vencida pelo técnico Chicão, com Carlos Henrique em segundo. Um espaço simples, mas feito com muito empenho e contando com o apoio de botonistas de todo o país e de veteranos do futebol amador. A todos que ajudaram de alguma forma, nossa eterna gratidão.

Neio Lúcio Ávila, um dos fundadores do Chacal, e Chicão, primeiro campeão da nova sala.
A nova área tem aproximadamente 45 metros quadrados, cerca de duas vezes maior que a primeira sala, possibilitando que seis mesas fiquem permanentemente montadas e niveladas, contribuindo para a qualidade das partidas. Doze meses de poeira e transpiração para deixar um legado para o futebol de mesa na cidade. Primeiro o telhado. Depois, paredes e piso. Parte elétrica, pintura e até a ostentação de comprar grama sintética de segunda mão no OLX, colada por nós mesmos sob o efeito do forte cheiro do produto. Limpeza, nivelamento, ajustes finais.
Como a história do Esporte Clube Chacal se relaciona com o futebol de mesa, dificilmente perderemos o espaço, assegurando a perenidade dessa prática em Juiz de Fora enquanto o clube existir no Bairro Nossa Senhora Aparecida, amém.
Pensar que, no final da década passada, o espaço que já revelou tantos craques, das mesas e dos campos, estava completamente abandonado. Olhar para a atual realidade dá um baita sentimento de realização, e todos que participaram dessa história têm o direito de senti-lo. Ainda há muito a fazer. O telhado galvanizado aquece demais o ambiente, tal qual a temperatura dos nossos corações. Não demora, para seguir melhorando o ambiente, vamos fazer o rebaixamento, o que proporcionará maior conforto térmico.
Agora é momento de tirar o projeto de formação de novos botonistas do papel e manter as mesas em plena atividade. Sonhamos ainda em desenvolver projetos sociais, principalmente voltados para a comunidade onde o Chacal se localiza. E o término da obra nos enche de confiança para alcançar também esses objetivos.
Particularmente, não sou afeito a comentar as minhas conquistas aos quatro ventos. Mas essa, como se trata do resultado de um esforço coletivo, preciso tornar público o que foi feito. Porque a minha galera é massa. Porque o futebol de mesa é lindo. Porque a vida tem mais sentido quando existe um propósito.
Agradecimento
Tão empolgado em escrever meu primeiro texto que esqueci de deixar um abraço especial ao Rafa Pena e ao Paulo Souza, que me antecederam na coluna “Estratégia”. Rafa é um amigo de longa data, por quem tenho profunda admiração pela pessoa que é e por tudo que fez e faz pelo futebol de mesa. Paulo não tive a oportunidade de conhecer pessoalmente, mas, pelos textos que escrevia, foi possível depreender que se trata de uma pessoa diferenciada também.
Biblioteca de "Estrat3gia"
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Mineiro de Juiz de Fora, Thiago Stephan cresceu com a palheta na mão esquerda. Ganhou o primeiro time antes dos cinco anos e nunca mais parou de jogar. Aos 12, conheceu a regra 3 Toques e, desde então, participa de competições na sua terra natal e em outras cidades do Brasil. É formado em Comunicação Social pela UFJF e, atuando como assessor de imprensa, já são quase 20 anos divulgando o esporte para os veículos de comunicação. Entusiasta do futebol de mesa, sempre buscou contribuir para o desenvolvimento da modalidade nos clubes por onde passou. Aqui no portal, o cronista é responsável para coluna Estrat3gia, espaço dedicado à regra 3 Toques no Mundo Boonista.
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